sábado, 18 de maio de 2013

Guardarei de você a vontade de correr e te encher de perguntas, guardarei de você os detalhes do meu dia, guardarei de você como minha boca tem me amargado por conta do remédio e de como estou me sentindo enjoada e fico me jogando na cama o tempo inteiro chutando só pra me conter e não ir até você e perguntar de novo – ‘’isso é sério?’’ Olha, imaginar o que vai acontecer mais tarde, não me faz feliz, nenhum pouco, então me pego escrevendo e escrevendo e isso alivia tanto, sabe? É muito melhor sentir dor nos meus dedinhos e matutar a cabeça pensando como se escreve depois de tanto tempo sem estudar, mas vem de dentro né, só assim pra escritores conseguirem escrever livros e livros, eu poderia tentar fazer um de ti, o livro sempre foi meu sonho, até lembro no meu primeiro ano do ensino médio quando faziam uma dinâmica perguntando qual era o sonho de cada um, eu disse que o meu era escrever um livro e desde então nunca tinha entendido porque isso nunca deu certo, agora entendo que lá eu não havia conhecido você, como eu poderia escrever sem a minha inspiração diária? Olha, me escrever me faz bem, então ignore se talvez, eu fugir dos assuntos, tu sabe, eu mudo eles em questão de segundos, tu já se perdeu comigo, lembra? Então, eu nunca tinha escrito tanto como agora. Tô aqui tentando não pensar em não escutar sua voz pela manhã e muito menos dormir com ela e de como eu vou ter que me virar pra não ir correndo até ti contando uma coisa que acabou de acontecer, mas deixa isso pra lá, já ta ficando ‘’nhenhenhenhenhe’’ e de ‘’nhenhenhe’’ eu já to cheia de ‘’blablaabla’’. Juro, não vou escrever tristeza.

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