Quem sou eu
sexta-feira, 8 de março de 2013
Em teu quarto, deitada na tua cama e contigo nos meus braços tenho a mais forte nostalgia que já tive na vida. Foi como se eu estivesse numa cena de filme, onde a beira da morte eu conseguisse sentir e ver toda minha vida passando como um filme, mas ao contrário do que passa no cinema, eu tava vivíssima e amando você, eu imaginava que estava feliz, mas não estava, doía tanto, saber que aquele era o nosso último momento de amor, de ter teu corpo colado no meu. Não foi atoa que doeu quando fizemos amor e meu choro tornou-se incontrolável e eu caí em prantos. Amar você nunca foi dolorido, tu me usa, me xinga e por mais que eu também erre, falhe, eu sempre to aqui pra você. Tu pisca os olhos e eu to de volta pra ti como um cachorro fiel ao seu dono. E voltando ao teu quarto, vi em minha mente quando estávamos no ensino médio. Lembro que eu acordava mais cedo que você e me arrumava inteira, queria sempre parecer impecável aos teus olhos, sempre muito bem perfumada, muito bem vestida. E aí escutar toda tua família do outro lado da porta, seguindo a rotina de acordar cedo, levar teu irmão pra escola em que nos conhecemos, senti como se fosse ontem que eu tava lá na porta da minha sala esperando você e de repente tu virava o corredor, passava por mim, ia na tua sala, voltava e ficava comigo até o sinal bater e era como um ritual, um abraço, um beijo no rosto e um boa aula. O resto ficava por conta das infinitas SMS'S que trocávamos durante os três primeiros tempos até chegar o intervalo e te encontrar no penúltimo degrau da arquibancada, ir até cantina com você, voltar pra sala e esperar o sinal bater, te encontrar as vezes por segundos e ver você ir embora. Percebeu que todas as vezes eu ficava e você ia? Hoje não é muito diferente, né? Eu sempre fico, posso me fazer de marrenta, cheia de birra, que não ligo, não me importo e não quero saber de você, mas no final, sou sempre eu que fico.
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