domingo, 28 de março de 2010

Ela não sabia o quanto estava sendo difícil pra mim. E eu não sabia ao certo o que me faltava, o que me abatia. Só sentia uma carência infinita, uma necessidade de estar com ela. Ela simplesmente me ignorava, pelo menos era isso que eu entendia, mas quando eu a via, minha vontade era sair correndo para os seus braços aqueles que sempre me confortaram, queria ouvir suas palavras doces, aquele seu sorriso meigo, o toque de suas mãos.
Me fazia tanta falta. Podia até estar exagerando, mas é realmente isso que eu sentia. E o pior era que estávamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe... Eu a amava, e ela sabia disso.
Vendo-a triste, acompanhando de longe as lágrimas escorrerem em seu rosto e não poder ir até lá, não tendo forças pra isso, imaginando que eu seja o motivo, vasculhando pensamentos à procura de uma ação minha que a fez deixá-la assim. Não lhe fiz nada que pudesse causar essa reação, me sentia totalmente perdida. Tinha medo de me aproximar, não conseguia compreender.
Não suportava vê-la triste, seu olhar não era mais fixo, era incerto. Onde estava aquele meu sorriso preferido? Aquele meu melhor abraço? Eu não sabia, eu não sabia mais de nada.. Mas sempre estaria com ela.
Não conseguia descrever o que eu sentia, pelo menos nunca tinha tentado, não a via dessa maneira. Percebi que eu não sabia, não tinha como. O que eu sentia por ela ia além do carinho, era uma necessidade, além da amizade, ela era meu porto seguro. Me fazia desejá-la, mas eu tentava a todo custo não pensar assim. Lutava contra minhas vontades porque pra mim estar ao lado dela bastava e os seus beijos só me adicionariam. O seu cheiro, seu abraço, sua respiração acompanhando a minha, seu toque, tudo soava mais especial. Precisava me manter neutra, seria melhor assim, apenas mantendo as coisas sob controle.
Sentia como se ela fosse... Sabe aquilo só meu, que eu guardava, mais não podia mexer. Como aquele brinquedo que por mais que eu quisesse não podia ser tirado da caixa. Eu a queria tanto, mais não podia, talvez sim, mas isso poderia danificar a caixa e poderia passar a ter um menor valor. É assim, eu e ela. Ela era minha mas não podia desfrutar, a teria para sempre, mas tinha medo de ‘abrir’ a caixinha e a nossa amizade deixasse de ser tão valiosa. Só sabia que eu a amava tanto,tanto que receava um simples ato acabasse tudo.
Tentava privar meus sentimentos, tirá-la ao menos um pouco da minha cabeça, procurei em outros beijos o seu, em outro rosto, seu sorriso, tentativas totalmente inúteis.
Era tudo tão perfeito. Poder sentir o seu abraço, seus beijos, o calor do teu corpo, a segurança que passava enquanto estava comigo parecia tudo tão certo. Embora eu a amasse às vezes pensava estar apenas confundindo e que aquele desejo era só fantasia. O que eu estava fazendo? Embora eu a quisesse tanto, jamais poderia acontecer. O nosso amor ainda está aqui. Amo Você Pra Sempre!

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